Sexta-feira, Novembro 14, 2008

Uma família inteira

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Investigadores fotografam planetas fora do sistema solar 

Olhar para o planeta Saturno, mesmo através de um modesto telescópio, parece um acto banal, mas é na realidade uma experiência inesquecível. Essa bolinha branca e gélida, no meio do nada, com os seus anéis perfeitamente visíveis que reflectem na noite os raios de um Sol ausente, é tão familiar que quase parece que vamos conseguir tocar nela. Mas ao mesmo tempo, é uma visão tão estranha, a solidão do espaço é tão absoluta e a distância tão intransponível, que olhar para ele torna-se estonteante. Imagine agora o que sentiria se visse com os seus próprios olhos, pela primeira vez, planetas literalmente fora deste mundo (ou melhor, fora deste sistema solar).

Para alguns astrónomos, este é um cenário que já não precisam de imaginar. “Ia tendo um enfarte”, diz Paul Kalas, da Universidade da Califórnia, em comunicado. “É uma experiência profunda e avassaladora poisar os olhos num planeta nunca antes visto.” Com a sua equipa, Kalas fotografou, com a luz visível, um planeta que gira em torno da estrela Fomalhaut (que em árabe significa “boca da baleia”), situada a 25 anos-luz da Terra, na constelação de Piscis Austrinus (Peixe Austral). Foi no fim de Maio quando, depois de anos de trabalho, os cientistas confirmaram que não se tratava de uma mera ilusão de óptica – e que o planeta Formalhaut b gira efectivamente em torno da estrela-mãe – que Kalas ia tendo um ataque, tal foi a emoção que sentiu ao ver algo de quase inimaginável até aí. A estrela que andava a observar há 15 anos, desde os seus dias de estudante universitário, tinha acabado de lhe dar a surpresa da sua vida.

A equipa de Kalas, que hoje revela a novidade num artigo na versão online da revista "Science", utilizou um dos mais potentes telescópios existentes: o telescópio espacial Hubble da NASA, e em particular um dos seus instrumentos, a Advanced Camera for Surveys, para estudar o disco de poeiras com 34.500 milhões de quilómetros de extensão que envolve a estrela. Desde 2005 que suspeitavam, dadas as características particulares dessa gigantesca estrutura, que ela escondesse um planeta. “A gravidade do [planeta] Fomalhaut b é a principal razão pela qual o disco de poeiras à volta de Fomalhaut tem a forma de um anel e está descentrado em relação à estrela”, salienta Kalas. Agora, temos a prova directa.”

Dos cerca de 300 exo-planetas descobertos até hoje, nenhum tinha sido assim apanhado pela objectiva. Os métodos habitualmente utilizados para detectar planetas em torno de outros sóis são indirectos, precisamente porque, como é fácil de perceber, os planetas são dificilmente visíveis. Em vez disso, os cientistas procuram por exemplo variações periódicas do brilho da estrela, que pode significar que algo está a passar entre ela e nós, fazendo “sombra” – talvez um planeta. Este método, dito dos trânsitos, é uma das maneiras de descobrir planetas extra-solares. Outro consiste em detectar pequenas oscilações na posição de uma estrela, devido à acção da gravidade de um possível planeta.

Só que o planeta Fomalhaut b teria sido impossível de detectar por estes métodos, porque é demasiado pequeno e está demasiado longe da sua estrela para lhe provocar tremores (a 17 mil milhões de quilómetros, dez vezes a distância de Saturno ao Sol). Para mais, demora 872 anos a completar uma órbita em torno de Fomalhaut e será preciso esperar muito tempo até ele passar entre nós e a estrela e perturbar a sua luminosidade. Foi por isso que os cientistas decidiram tentar ver o hipotético planeta à luz infra-vermelha. Qual não foi a sua surpresa quando Fomalhaut b surgiu nas imagens, não no inframervelho, onde se revelou invisível, mas em luz totalmente banal – no espectro óptico que os nossos olhos vêem naturalmente. “A descoberta em luz visível foi uma total surpresa”, diz ainda Kalas. Por extraordinário que pareça, o planeta encontra-se suficientemente longe da estrela e é suficientemente brilhante para surgir nas duas fotografias que os cientistas obtiveram, em 2004 e 2006.

Um dos problemas com as imagens de alegados planetas obtidas até agora, explica o cientista, é que esses planetas parecem ser todos tão maciços (mais de 13 vezes a massa de Júpiter) que ninguém sabe se não serão na realidade anãs castanhas (estrelas “falhadas”) em vez de planetas. Mas este não é o caso de Fomalhaut b, que, segundo um outro artigo que deverá ser publicado no "Astrophysical Journal" pela mesma equipa, tem uma massa compreendida em 0,3 e duas vezes a de Júpiter. “Se fosse mais maciço do que isso”, diz o astrónomo, “a sua gravidade destruiria o vasto anel de poeiras em torno da estrela”. Diga-se de passagem que os cálculos que levaram a esta conclusão demoraram vários meses.

Para os cientistas, uma das razões para o planeta ser visível em luz visível poderá ser a presença de “um sistema de anéis tão vasto que, em comparação, os de Saturno são uma miniatura”, diz ainda Kalas. Fomalhaut b seria assim uma versão “juvenil” de Saturno, na altura em que o Sistema Solar tinha apenas 100 milhões de anos.



Uma família inteira

Numa outra estreia absoluta, também hoje publicada online pela "Science", uma equipa internacional liderada por Christiam Marois, do Instituto Herzberg de Astrofísica no Canadá, utilizou dois dos mais potentes telescópios terrestres, situados no Mauna Kea, no Havai – o Gemini North (na realidade, trata-se de dois telescópios idênticos de oito metros de diâmetro cada um) e o telescópio KeckII – para fotografar, desta vez no infravermelho, um trio de planetas em órbita à volta de uma outra estrela, nome de código HR 8799. Um sistema solar extra-solar!

Para isso, foi precisa toda a potência da tecnologia óptica, dita “adaptativa”, destes instrumentos astronómicos, que permite corrigir, em tempo real, as perturbações introduzidas nas imagens pela presença da atmosfera terrestre para obter imagens espectacularmente nítidas.

HR 8799 é uma estrela muito nova, com 1,5 vezes a massa do Sol, situada a 128 anos-luz de nós. Quanto aos planetas, formaram-se há apenas 60 milhões de anos (o que corresponde à infância à escala astronómica) e ainda estão incandescentes. Foi isso que possibilitou a sua visualização directa no infravermelho. “Depois destes anos todos”, diz Bruce Macintosh, um dos co-autores da descoberta, citado num comunicado, “é espantoso termos uma imagem que mostra não um, mas três planetas. A descoberta do sistema HR 8799 é um passo crucial no caminho que nos levará um dia a descobrir uma outra Terra.”

Ana Gerschenfeld
Artigo online na revista "Science"
© 2008 PÚBLICO

Sexta-feira, Julho 18, 2008

Nasa revela o ‘2º maior brilho’

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Astrônomos da Nasa, a agência espacial americana, identificaram na Via Láctea um astro que pode ser a segunda estrela mais brilhante da galáxia, segundo artigo publicado nesta quinta-feira na revista científica Astronomy and Astrophysics.

A "estrela da nebulosa Peony", como ficou conhecida, foi descoberta por meio de imagens captadas pelo telescópio Spitzer. A intensidade da luz que ela emite foi estimada em 3,2 milhões de vezes a do sol.

Caso a informação se confirme – de acordo com os astrônomos é difícil medir com exatidão a luminosidade de um astro –, a nova estrela seria a única capaz de competir com a Eta Carina, a mais brilhante da Via Láctea, cujo brilho equivale a aproximadamente 4,7 milhões de sóis.

A existência do astro era conhecida, mas, por estar localizado numa região com muitas nuvens de poeira cósmica, era complicado captá-lo em imagens. Os cientistras creditam a façanha à tecnologia do Spizer, que permite a visualização de regiões através de um sensor de luz infravermelha.

Para Lidia Oskinova, integrante da equipe de cientistas responsáveis pela descoberta, é bem provável que haja ainda outras estrelas tão ou mais brilhantes que a Peony que permanecem desconhecidas.

For more information about Spitzer, visit
http://www.spitzer.caltech.edu/spitzer
and
http://www.nasa.gov/spitzer


Domingo, Junho 22, 2008

A 42 anos-luz. Astrónomos descobrem três “super-Terras”

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Uma equipa de astrónomos suíços e franceses anunciou ontem ter descoberto três “super-Terras”, ou seja, planetas com um tamanho comparável ao do planeta Terra, na órbita de uma estrela, a 42 anos-luz.

“Estão muito, muito próximos, quase são nossos vizinhos”, comentou Michel Mayor, do Observatório da Universidade de Genebra, num colóquio em Nantes, França.

A massa destes planetas, na órbita da estrela HD 40307, é entre quatro e nove vezes a da Terra, disse Didier Queloz, membro da equipa de astrónomos.

Mais de 270 planetas gigantes foram já registados em redor de estrelas desde 1995, ano da descoberta de um destes astros por Michel Mayor. Mas, até agora, eram todos muito maiores do que a Terra para lhe serem comparáveis.

Os últimos “super-Terras” foram desvendados graças ao espectrógrafo HARPS, instrumento concebido e construído no Observatório e instalado num dos telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO) em La Silla, no Chile.

"Hoje sabemos que, muito provavelmente, quase todas as estrelas têm planetas em seu redor e o que anunciámos esta manhã é que existem muitos pequenos planetas, ou seja, planetas com uma massa quatro vezes maior do que a da Terra", explicou Michel Mayor.

Source:
17.06.2008 - 12h12 AFP



Terça-feira, Agosto 28, 2007

Astronomia: Descoberto gigantesco buraco vazio

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Diário Digital / Lusa
25-08-2007 9:49:00

Os astrónomos descobriram um gigantesco buraco, que se estende por cerca de mil milhões anos luz, vazio de matéria conhecida - estrelas, galáxias e gases - e com uma misteriosa «matéria negra», revelou hoje a revista Astrophysical Journal.

«Não só nunca ninguém tinha encontrado um buraco tão grande, como nunca tinhamos imaginado que podia haver um desta dimensão », afirmou Lawrence Rudnick da Universidade norte-americana do Minnesota, que dirigiu a equipa que revela esta descoberta naquela publicação.

Os astrónomos sabiam que, a grande escala, o universo tinha zonas vazias de matéria mas, na maior parte dos casos, eram bastante mais pequenas do que esta encontrada agora, adiantou a Universidade em comunicado.

A descoberta mostra uma redução importante do número de galáxias numa zona do céu situada na constelação Eridanus, resulta da análise dos dados do programa NVSS (NRAO VLA Sky Survey).


Source:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=60&id_news=291698
Link: National Radio Astronomy Observatory: http://www.nrao.edu/pr/2007/coldspot/
TIME in Partnership with CNN: http://www.time.com/time/health/article/0,8599,1656529,00.html
Español: http://christiangeo-ovni.blogspot.com/
English: http://christiangeo-ufo.blogspot.com/